sexta-feira, 27 de abril de 2012

Blue Blue Blue










O fim de semana vai chegando e esse azul....esse azul tão meu, tão do mar, tão nosso.

O mar que eu entro, navego, mergulho, tento flutuar...Na imensidão de sua gigante extensão eu a me sentir pequena e a me sentir grande. Grande por pisá-lo mesmo ele parecendo assustador, pequena por enfrentá-lo sabendo que sua onda, tão forte, pode me derrubar. Mas eu ali estou, cercada de azuis, todos eles... Tons diversos: degradês, aquarelados, pastéis, vibrantes, royal, esverdeados...e a minha mente, ora em paz, ora em transe, buscando um sentido para tanta perfeição. Aquelas cores, nunca saberei pintar, aqueles movimentos, nunca poderei reproduzir, aquela imensidão, nunca poderia expressar. Mas toda a força que brota, me faz sentir alguma razão, a razão divina do meu existir, do existir de um Ser maior, tão único como aquele mar que só Ele, só Ele conseguiu construir.

E eu, a espreitar uma beleza natural perfeita, fico aqui tentando reproduzir uma ínfima parcela do que os meus olhos captam, do que o meu sensível separa e do que os materiais existentes conseguem me fornecer. Mas é só um ensaio, só uma amostra, só uma inspiração. A realidade perfeita e divina, nem Van Gogh, na mais maravilhosa representação em Seascape at Saintes-Maries, conseguiu alcançar.

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